Usabilidade de cupom fiscal

Cupom fiscal com muitas informações e códigos

Será que é tão difícil tornar essas porcarias mais legíveis? Bastaria destacar as informações mais importantes (como data da compra, nome do estabelecimento e valores) e isolar os milhões de códigos e números inúteis.

Publicado 26/08/2008 às 14h16 | Comentários (5)

Leah Buley: a equipe de uma pessoa só

Durante o iA Summit 2008, Leah Buley deu uma palestra sobre como ser uma “equipe de user experience de uma pessoa só”. Tendo passado pela experiência de trabalhar numa empresa onde só ela era responsável por todos os aspectos da experiência do usuário nos produtos — e em seguida ter ido para a Adaptive Path — ela dá dicas de como guiar o processo de geração e posterior filtragem de idéias. Durante a apresentação, enfatiza as vantagens de sempre envolver outras pessoas, mesmo que não sejam especialistas nessa área.

As lições podem ser aplicadas não só no contexto de “equipe de uma pessoa só”, mas também, perfeitamente, em equipes maiores.

Achei bem interessante o fato dos slides serem todos desenhados a mão, o que reforça a prática sugerida de gerar idéias à exaustão, no papel e caneta, antes de pular pra frente do computador.

Os slides, com o áudio da apresentação, estão disponíveis no SlideShare.

Publicado 12/07/2008 às 11h42 | Comentários (0)

Vamos iterar

Desde o início da especialização em design de interação (e acho que desde sempre), tenho o interesse bem voltado ao processo de design — ou seja, o que fazer e quando fazer. Desenvolvi três trabalhos sobre esse assunto durante o curso.

Hoje acordei pensando na 37Signals. Mais exatamente, em seu processo de desenvolvimento de aplicações web e como aplicar alguns dos conceitos do livro Getting Real em outros contextos.

Um dos conceitos do livro é que, no processo de desenvolvimento de uma aplicação, as iterações (não confundir “iteração” com “interação”) devem ser feitas o mais rápido possível, implementando inicialmente só as funcionalidades essenciais e já começar a utilizar o produto, de forma a obter feedback rápido e melhorá-lo logo.

A outra vantagem que eles pregam sobre esta abordagem — que me levou a escrever este post – é de que isso mantém alta a motivação da equipe.

Motivation is local — if you aren’t motivated by what you are working on right now, then chances are it’s not going to be anywhere near as good as it could be. In fact, it’s probably going to suck. — Jason Fried

No contexto da web, onde pode-se modificar o produto imediatamente após o seu lançamento, isso é muito bem aplicado. Mas, em casos onde o produto passa por um processo industrial antes de chegar ao público final, mudar algo depois que já foi lançado é, no mínimo, inviável.

Por outro lado, iterar um protótipo, é plenamente possível. Aliás, este é o propósito da sua existência. E, neste caso, vale uma outra recomendação da 37Signals: “optimize for change”, ou seja, favoreça as mudanças. No caso dos protótipos, utilize técnicas que os torne fáceis de modificar ou de refazer.

Mas o ponto onde eu queria chegar é o seguinte:

Vejo que no processo de alguns trabalhos de conclusão da especialização em design de interação, pelo menos os que eu tenho acompanhado (incluindo o meu), estamos tentando realizar uma etapa de pesquisa muito extensa e bem documentada. Mas o que percebo é que, a partir de certo ponto, o entusiasmo com o projeto acaba.

Afinal de contas, ir a campo, observar, conversar com as pessoas, fazer descobertas, é bem legal, mas convenhamos… somos designers. As idéias começam a borbulhar na cabeça e, principalmente quando há muito material coletado para processar, a pesquisa perde o glamour e as idéias borbulhantes acabam esfriando.

Portanto, acredito de verdade que a prática do design, sempre que possível, deveria favorecer iterações rápidas e, por conseqüência, a motivação do designer. Pelo bem do resultado final (um bom produto), inicialmente pode-se realizar pesquisa de forma mais superficial — proporcionando a geração das primeiras idéias — e aprofundar aos poucos o conhecimento sobre o contexto, testando e refinando os protótipos o máximo possível ou até onde o prazo deixar.

Publicado 10/07/2008 às 12h08 | Comentários (1)

O aparelho é barato, mas o refil é um roubo

Este post é um desabafo de consumidor ultrajado. Tem pouco a ver com os assuntos gerais deste blog, mas acho válido divulgar.

Recentemente comprei um rotulador eletrônico Brother PT-65, de acordo com a recomendação do David Allen no livro Getting Things Done (GTD), para organizar meus envelopes de arquivo e de projetos. Existem outros tipos e marcas, mas este é o que eu gostei mais da aparência e é exatamente o modelo que vejo em fotos no Flikr de vários praticantes do GTD.

O aparelhinho custou R$ 79,00 e me atendeu bem até uma semana atrás, quando a fita de impressão de rótulos acabou. Acontece que, quando pesquisei o preço de uma fita de reposição, descobri que custa R$ 45,40 – mais da metade do preço da máquina que já vem com uma fita.

Conclusão: a Brother está usando exatamente a mesma estratégia dos fabricantes de impressoras a jato de tinta, que cobram uma mixaria pelo aparelho e depois descontam no preço absurdo do cartucho. E a Dymo, outra fabricante desse tipo de aparelho, faz o mesmo.

É o fim da linha pro meu rotulador. Vou colocá-lo de volta na caixa e guardar no alto do armário.

Portanto, se você usa o método GTD ou, por qualquer outro motivo, pensa em adquirir um rotulador eletrônico, minha recomendação é clara: não compre!

E quando for comprar algo que precise de refil, não seja bobo como eu, verifique se o preço é razoável e se há alternativas no mercado.

Publicado 12/04/2008 às 05h42 | Comentários (4)

Design "Intuitível"

Estes dois textos sugeridos num post do blog Design de Interação são muito importantes para que eu deixasse de citar. Esclarecem muito bem o conceito de interface “intuitível” (já que um objeto não tem intuição, portanto não pode ser intuitivo) e vão além, explicando outras coisas como a fragilidade das metáforas, a relatividade do “fácil de usar” e como equilibrar conhecimento atual e conhecimento alvo do usuário. Leituras indispensáveis pra quem projeta interfaces:

Publicado 20/03/2008 às 12h54 | Comentários (0)